ansiolíticos

A parte relacionada com a “gente estúpida” julgo que está bem encaminhada para a vossa compreensão, já a parte dos ansiolíticos, julgo que vos devo uma breve explicação. No início do ano mudei de local de trabalho, não de empresa, mas de posto de trabalho, vá, para um local extremamente mais exigente mentalmente, fui lançado aos “tubarões”, em alguns casos, às “vacas” e aos “cabrões”, aguentei-me 3 meses sensivelmente, e cedi, comecei a pensar contantemente se gostava do que estava a fazer, se compensava o desgaste psicológico (Não! Não de longe!!), se tinha sido feito para aquilo, e nessa mesma altura foi diagnosticado a um colega de trabalho, uma aquelas doenças que costumam chamar pomposamente “doença prolongada”, a mesma que “atacou” o Lance Armstrong ou a Fernanda Serrano. Por esta altura estava a viver junto com a minha namorada à sensivelmente 5 meses, partilhar despesas, casa, carro, compras, tudo coisas “novas” para mim, que ajudaram ao episódio que se segue. Andei alguns dias a bater mal, a patinar completamente sem saber o que sentia, sentia-me constantemente ansioso e acelerado. Decidi ir à farmácia medir a tensão, coisa que só tinha feito uma vez, por brincadeira, com a máquina do meu avô, e nem sabia quais eram os sintomas, mas algo me dizia para medir a tensão, e medi, estava alta. Marquei uma consulta a fui ao médico, com a mudança de “trabalho”, o colega que tinha adoecido, o stress (enorme) onde estava inserido, o “estar junto” à pouco tempo, o dinheiro que não chegava e o não estar a saber gerir esta mistura toda fez-me ceder, andava ansioso, e fui medicado para isso, daí os ansiolíticos. Continua…

~ por ansiolítico em Julho 22, 2008.

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